As coisas estão tão diferentes que até o papel está fora do lugar. Imagine então, como não deve estar minha cabeça? São tantas coisas pra fazer, pra pensar, pra resolver, pra decidir... e o problema é que agora não posso culpar ninguém.
DROGA!! Eu adoro culpar os outros e me livrar de certos julgamentos e sermões... Só que nesse caso não posso fazer isso! A culpa é minha e acabou. Todo esse caos foi programado. Mas, apesar de parecer o contrário, eu não estou reclamando. A rotina estressante, os afazeres urgentes, os compromissos diários e as responsabilidades me encantam. Eu nunca imaginei que todo esse transtorno me deixaria feliz!
Mas, sinceramente, acho que era pra eu estar vivendo outra vida. Uma vida mais comum e acomodada. Era pra eu estar tranquila, lavrourando dentro de casa e arrudiada de menino novo, grudados na barra do meu vestido! Mas acho também que era pra eu pensar que isso deveria estar “marcado” pra mim e que eu teria de procurar fazer algo que eu gostasse... Deu pra entender? Meio confuso, eu sei. Mas é justamente isso...
É porque eu sempre penso que estão fazendo um filme da minha vida. Tipo O Show de Truman, sabe? Aquele filme em que a vida do cara é filmada desde o dia que ele nasceu e transmitida para o mundo todo, e todos veem como ele age e tudo mais. Eu acho que é assim que funciona comigo. É meio doido esse pensamento, mas é mais pura verdade. Só que, a diferença é que eu sei que estão me filmando e, na maioria das vezes, eu penso em agir de uma maneira que agradaria o público do horário nobre. Mas, sempre decepciono os telespectadores.
Pensando bem, se houvesse realmente esse “O Show de Sylara” seria bem sem graça... sem emoção nenhuma! Só rolaria estresse e palavrão. Daí teria de colocar o “piii” direto. Só que eu penso que teria alguém bem legal na direção do programa e ele permitiria que os palavrões rolassem solto... Porque é assim que tem que ser mesmo e foda-se meu amigo. Esse negócio de falar bonitinho, certinho e mimimi é broxante.
Gosto de coisas fortes, que impactam e se diferenciam. Apesar de eu ser uma daquelas pessoas que não sabe se diferenciar! Sou uma adolescente normal, insossa, que não se destaca em nada e só faz tumultuar o espaço alheio. Espere aí, eu escrevi adolescente? Oxe, e eu ainda sou adolescente? Acho que não, né? Eu tenho 22 anos. Sou o que então? Uma adulta?
Devagar na reflexão, porque esse negócio de “adulta” não é pra mim gente. Não é a minha cara! Tem de haver uma classificação aí pra quem está entre adolescência e a fase adulta da vida... E tem mais: quando eu me tornar adulta, alguém tem que me avisar. Porque só aceitarei quando me for imposto isso... e olhe, olhe! Não posso garantir.
Até lá, eu sou uma “desqualificada”!!!!!
Que horror... Mas é a vida! Eu sou, mas não é porque eu quero não, é porque os inteligentões da língua portuguesa não inventaram isso. Ou inventaram e não estou sabendo. Ah, e eu continuo não reclamando! Eu sei que está meio contraditório – assim como tudo que penso e faço – mas é desse jeito mesmo que o babado funciona.
Quando reclamo eu grito, eu exclamo, eu explicito. Aqui eu estou só fazendo um simples comentário... coisa de momento, depois passa. A merda é que essas coisas sempre voltam, e ficam ziguezagueando na minha cabeça. Por isso que tudo sempre parece tão diferente, louco e encantador.
2 comentários:
Normal isso pow! uashuahsuh
Mas no meu hipotético texto eu estou reclamando do rumo que minha vida está! uhsaushuahs
Muitas coisas para fazer não para mim, sempre fui adepto do ócio criativo ou algo do tipo! uashuahsuahs (vagabundo)
HAHAHAHA
eu também sou adepta do "ócio criativo"... só que as vezes.
=)
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