11 de setembro de 2011

Agora mesmo estou sentindo falta de não sei o quê, pensando em coisas que não sei definir e ouvindo músicas que antes não gostava. E que, pra falar a verdade, continuando não gostando tanto assim. Elas estão tocando por aqui e a preguiça de dar um click é tão grande que o que me resta é ouvi-las. Inexplicavelmente isso está me fazendo bem nesse instante.

É fato que com o tempo a gente aprende a lidar com nossos sentimentos. Mas ninguém tinha me dito o quão bom é saber manipular seus pensamentos para que ele não vire algo de tão aterrorizante. Às vezes eu quase penso em... mas aí já dou uma driblada e pronto. Tudo certo. Ninguém se abalou. Aprendi a não esperar nada de ninguém, tampouco me apegar. É claro que não estou falando de amizades.

Meus pensamentos não são nenhum pouco recicláveis. Eles são jogados no meio da rua e levam anos para se decompor. Acredito que deveria existir uma coleta seletiva de pensamentos. Os meus seriam divididos em 5 categorias: Merdas, Arrependimentos, Felicidades, Esperanças e Coisas Aleatórias. Como o carro do lixo tá passando todo final de semana, será possível fazer essa coleta sem deixar as coisas acumularem. E então eu poderia transformar tudo isso em alguma coisa de utilidade pública. De preferência algo que possa ser vendido.

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