Não é de hoje que as pessoas expõem suas vidas. Elas são escancaradas desde sempre, só que antes eram em grupos sociais mais fechados. Nós temos uma necessidade frenética de nos comunicarmos e sabermos da vida dos outros. Curiosidade é um acessório de fábrica do ser humano. Com a popularização da internet, as redes sociais caíram como uma luva na alma dos fofoqueiros de plantão; podendo ser possível vigiar o mundo todo em apenas alguns cliques e outros tantos megabits. É tipo um Big Brother gigantesco, só que são milhões de pessoas pra dar aquela espiadinha. Você acha que é muito, mas tem nego que dá conta, ein.
Sei que existem os tweets mais malhados, como "saindo pra dar um rolé no midway... #partiu", "vou tomar banho", "aiiinn, to com fome...", “saindo com as amigas pro Arraiá do Vavá...” ou "afffff, meu vizinho não me deixa estudar! são 7h30 e ele já tá ouvindo Grafith nas alturas ¬¬". Exemplos são muitos, eles estão nas mais diversas redes sociais. Estão quase esquecendo que o Orkut existe, mas ele continua estimulando a fuçada nossa de cada dia.
Ainda tem quem vá ao Orkut da ex-namorada pra saber se ela postou alguma foto nova das farras, ver se tem algum scrap das amigas dizendo “agora sim! tamo solta na balada ein amiga” ou um depoimento daquele prego que vivia dando em cima dela quando vocês namoravam. Outras já gostam de olhar as comunidades daquele doidinho que tá paquerando, pra ter assunto em comum ou saber que armas usar. Vai que ele esteja na comunidade “Eu adoro Trident”, e você, inteligentemente saque um Trident quando estiverem no cinema? Ele pode achar que vocês são almas gêmeas.
O Facebook é mais recente, mas não escapa. Acho que ele é o mais explícito de todos, pois, pra mim, é uma mistura de Orkut com o Twitter. Agora mesmo, tá uma febre ensandecida de compartilhar imagens toscas que sempre começam com “essa pessoa...”. Rola de tudo: “essa pessoa gosta de café”, “essa pessoa não acredita que amanhã já é segunda”, “essa pessoa não se importa com o que os outros pensam”, “essa pessoa não agüenta mais essas frases que começam com 'essa pessoa'”. E assim você vai conhecendo o jeito d’essas pessoas.
E antes, não rolava coisas desse tipo não? Claro que sim. Eu mesma, sempre fui muito curiosa. Fui da geração de questionários. Comprava um caderno pequeno, de 80 páginas e em cada uma ia escrevendo perguntas e enumerando as linhas. Depois, deixava passar de mão em mão. Meus coleguinhas iam expondo ali sua vidinha juvenil, suas preferências, seus gostos. Odiava repostas monossilábicas: “sim, não, talvez”. Pensava: galera chata, nem pra contar os detalhes. Ficava possessa quando deixavam alguma questão importante em branco. Tampouco socializava com aqueles que nem pegavam no caderno. E claro que eu fazia questão de responder todos os questionários que me davam.
Sei que existem os tweets mais malhados, como "saindo pra dar um rolé no midway... #partiu", "vou tomar banho", "aiiinn, to com fome...", “saindo com as amigas pro Arraiá do Vavá...” ou "afffff, meu vizinho não me deixa estudar! são 7h30 e ele já tá ouvindo Grafith nas alturas ¬¬". Exemplos são muitos, eles estão nas mais diversas redes sociais. Estão quase esquecendo que o Orkut existe, mas ele continua estimulando a fuçada nossa de cada dia.
Ainda tem quem vá ao Orkut da ex-namorada pra saber se ela postou alguma foto nova das farras, ver se tem algum scrap das amigas dizendo “agora sim! tamo solta na balada ein amiga” ou um depoimento daquele prego que vivia dando em cima dela quando vocês namoravam. Outras já gostam de olhar as comunidades daquele doidinho que tá paquerando, pra ter assunto em comum ou saber que armas usar. Vai que ele esteja na comunidade “Eu adoro Trident”, e você, inteligentemente saque um Trident quando estiverem no cinema? Ele pode achar que vocês são almas gêmeas.
O Facebook é mais recente, mas não escapa. Acho que ele é o mais explícito de todos, pois, pra mim, é uma mistura de Orkut com o Twitter. Agora mesmo, tá uma febre ensandecida de compartilhar imagens toscas que sempre começam com “essa pessoa...”. Rola de tudo: “essa pessoa gosta de café”, “essa pessoa não acredita que amanhã já é segunda”, “essa pessoa não se importa com o que os outros pensam”, “essa pessoa não agüenta mais essas frases que começam com 'essa pessoa'”. E assim você vai conhecendo o jeito d’essas pessoas.
E antes, não rolava coisas desse tipo não? Claro que sim. Eu mesma, sempre fui muito curiosa. Fui da geração de questionários. Comprava um caderno pequeno, de 80 páginas e em cada uma ia escrevendo perguntas e enumerando as linhas. Depois, deixava passar de mão em mão. Meus coleguinhas iam expondo ali sua vidinha juvenil, suas preferências, seus gostos. Odiava repostas monossilábicas: “sim, não, talvez”. Pensava: galera chata, nem pra contar os detalhes. Ficava possessa quando deixavam alguma questão importante em branco. Tampouco socializava com aqueles que nem pegavam no caderno. E claro que eu fazia questão de responder todos os questionários que me davam.
6 comentários:
Hi! Texto maravilhoso. Gosto da forma que você retrata as redes sociais, e o quanto o nosso "eu hoje é um eu de todo mundo", entendeu? Acho que não, também não era pra entender mesmo.
Aaah! Os questionários? Lembro-me bem dos benditos questionários, algumas perguntas do tipo: com quantos anos você perdeu o seu BV? HA HA HA! Era de certa forma uma época boa, simples e reservada de se viver. (tu ta ligada que eu não sou boa nisso, né? Enfim, é o que tem pra hoje kkkkkkkkkk)
amiga, não entendi nada. beijos.
Amiga, qual a parte que te deixou confusa? Foi o BV? É boca virgem, coisa que a sua já não é a muito tempo. ;)
você ganhou... vou excluir o blog, tô com vergonha.
Adeus! Seja feliz, minha filha.
Quase morrendo de rir com o seu texto, mas é a pura verdade. hauahauah!! Se bem que se eu pudesse escolher, prefiro os questionários porque você só respondia para seus amigos, e hoje até seus inimigos ficam sabendo da sua vida. Fazer o que neh?!É a era digital que chegou pra ficar.
Bejimm.
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