3 de março de 2012

A verdade é que as situações estão tomando boas doses de mudanças drásticas, que vêm me fazendo refletir sobre uma linha do tempo para explicitar como era o lado antes e depois de tal estágio da vida. Eu venho repetindo isso para mim diariamente, porque senão vou esquecer. Mas, como traçar uma ordem cronológica de um modo geral? Acho que não vai dá.

Porque são muitas as situações que merecem uma abordagem detalhada. Cotidianamente as mudanças vão ocorrendo e alguns traços vão sendo deixados para trás. É uma questão de adaptação estrutural. Volta e meia torno a falar de amadurecimento por aqui. Estou começando a associar isso com fruta. Daí já me vem na cabeça a moda de "mulher fruta". Logo em seguida eu vejo que não faz o menor sentido esse meu raciocínio e penso que não quero ficar podre.

Eu quero mesmo é levar umas mordidas, mas de leve. Quero ser saboreada. Me disponho a perder umas partes que já não me pertencem mais. E sobre essas últimas frases, fica livre a interpretação do seu sentido.

Aí tem a minha inquietação. Este ponto pode ser considerado meu pior defeito e minha melhor qualidade, simultaneamente. E, juntamente com o déficit de atenção, é a justificativa mais plausível para eu não estar falando sobre o que eu pretendia no começo desse texto.

Me arriscando a fazer esse corte no tempo, posso citar a noite de 24 de junho de 2011, na sessão das 23h59 daquela sexta-feira. De repente me vejo numa sala de cinema com uma amiga da faculdade, assistindo um documentário em 3D sobre uma banda que eu super gosto bastante, desde um tempo indefinido. Não teve nada demais, mas marcou.

E antes disso, tiveram muitas outras coisas que marcaram. Mas estou aqui para negligenciar tais fatos, pois não me interessa nenhum um pouco ressaltar esses vários momentos específicos que tanto contribuíram para que o start pudesse ser recomeçado a partir dessa sessão de cinema.

Digamos esse dia foi intitulado como "rolé da libertação". Registrado em cartório como o mais novo feriado municipal. Podendo ser facilmente associado com "passei no vestibular".

Com o ingresso nessa faculdade, iniciaram-se os estudos teóricos. Estudos estes, rápidos, diga-se de passagem. Rápidos: assim como tudo e qualquer coisa que estou envolvida. Tenho pressa. Eu tenho uma pressa avassaladora, daquelas que me fazem contar 10 segundos na metade do tempo. E que me permite que na outra metade eu pare para pensar. Quando o tempo é muito curto, penso enquanto conto. Chegou uma hora que se aglomeraram muitas frações de tempo e eu tive de pensar muito.

Foi então que racionalizei tudo. E segundos depois enxerguei que essa atitude isolada não é nenhum pouco recomendável. A insanidade e o impulso às vezes mantém um equilíbrio psicológico. E foi essa junção da racionalidade com a insanidade, que fez com que eu me estabelecesse num tipo de delinquência social muitíssimo aceitável. E é mó legal ser assim, boe.

Agora mesmo, você pode estar se perguntando qual a relação desse último parágrafo com a descoberta do documentário musical. Talvez, você se pergunte o que esse último parágrafo tem a ver com todo o texto. Ou ainda, você deve com cara de confuso e pensando: que porra é essa aqui, caralho?

O problema é que eu não saberei te responder agora. Quem sabe em um outro texto, quem sabe nunca mais. De fato, me desprendi desse lance de fazer sentido faz um certo tempo.

Mas aí é outra linha cronológica a ser "confundivelmente" traçada.

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