26 de setembro de 2014

a sensação de estar flutuando em cima de uma nuvem branca e os cabelos voando em uma não-sincronia contagiante surge involuntariamente por alguns segundos e depois se perde no ar. por mais que eu estique a minha mão e tente segurá-la por mais tempo ali comigo, meus dedos deixam escapar.

eu que sempre fui desleixada, agora parece que sou mais e cada dia me importo menos. algumas mudanças são tão naturais quanto o amanhecer do dia e parece que cada nova noite vem mais rapidamente, como se ela estivesse ansiosa por me mostrar o que tem depois.

o ciclo de estar onde se quer e querer mudar de lugar se renova a cada estação do ano, apesar de nunca saber quando a primavera vai chegar ou se o verão vai sumir.

como se houvesse diferença. há?

só o esforço pra lembrar de não esquecer das coisas simples  se torna suficiente para parecer que você está ali, atenta, como quem já foi um dia de lembrar.

mas tudo bem. tô voltando agora, não tenho pressa. só quero fazer sentido pra mim.

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