6 de outubro de 2010

Eu exerço bastante os dois lados extremos da socialização: ou eu quero estar rodeada de amigos e familiares; ou então não converso, não finjo simpatia, não quero ver ninguém e, se vejo, finjo que não vi. Sempre assim, na extremidade. E quando datas comemorativas vão se aproximando, é quando mais exerço esses lados, principalmente o não-social. É quando me reservo, fico indiferente, calada – o que é bastante difícil, tendo em vista o quão tagarela eu sou -, penso mais em mim, em meus interesses.

Quando vai chegando o meu aniversário, por exemplo, algumas pessoas próximas vão se animando, pensando em possibilidades de festas e comemorações, querendo reunir outras pessoas e fazer todo aquele “auê” que geralmente as maiorias das pessoas fazem. Ao contrário de mim! Quanto mais o tempo passa, menos eu tenho vontade de fazer essas confraternizações. Colocando dessa maneira, pode parecer que não gosto de estar com meus amigos e familiares. Mas não duvide, eu gosto sim de estar perto, compartilhar besteiras, alegrias, sorrisos, me divertir e mostrar o quanto eles são especiais pra mim. Só que nem tanto assim no meu aniversário. Não no meu aniversário.

Acredito que toda essa negação à maneira tradicional de se ver esta tão festejada data comemorativa, seja trauma do meu aniversário de 18 anos: a exatos 4 anos atrás, fiz uma festa temática com direito a bolo, bolas, brigadeiro, lancheirinhas, copos azul para menino e rosa para meninas – sim, eu adoro essas coisas de criança e não tenho vergonha de assumir -, haviam várias pessoas ali presente, comendo, bebendo e se divertindo. Eu tinha que dar atenção a todos! Só que havia grupos de pessoas diferentes, com jeitos diferentes, manias, costumes e tudo mais. Não dava pra juntar todos numa enorme mesa, ficar por lá mesmo e pronto: se confraternizar.

Naquele dia fiquei um pouco frustrada por não conseguir dar atenção a todos da maneira que eu pretendia; e, desde então, não me importei mais com essas tais festas. Hoje, para mim, aniversário é uma época para se pensar em suas resoluções: ver o que você fez de bom, o que pode melhorar daqui pra frente, o que deve manter, o que você perdeu, o que conquistou...

Geralmente as pessoas fazem isso no Ano Novo, ou até no Natal; mas mantenho a tese de que isso deve ser feito no seu aniversário, porque é a partir deste dia que surge um novo ano, uma nova oportunidade de fazer as coisas diferentes ou mantê-las como estão. Isso vai depender da sua realização pessoal, profissional ou espiritual.

Bem, hoje é o meu aniversário. Estou aqui pensando em tudo. Pensando em como eu devo começar tudo! Pensando que eu já tenho tudo, mas que queria ter um pouco mais.

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