Aleatoriamente e incerta. É assim que a banda toca por esses lados. Não se tem pensado muito ultimamente, agora a ideia é “deixa a vida me levar”, meio que: vida leva eu.
Para onde? Não se sabe. Mesmo porque, saber demais sobre algo nunca foi seu forte. Quiçá saber de tudo um pouco. Na verdade, não se sabe nada sobre coisa alguma. Conhece pouco sobre as coisas, os lugares, as pessoas, as línguas (seja qual sentido for), os bairros, os seriados e as cores de esmalte.
Nunca foi muito estimulada a descobrir o mundo, havia somente a pressão clichê “estude, aprenda, evolua”. Mas, assim sabe? Tudo muito aleatório e incerto. Acostumou-se a agir de tal modo, mesmo apresentando um ar de inconformada com a situação.
A falta de atenção acompanhou desde sempre. Alguns dizem que é doença, deram até nome. Talvez seja um boicote implícito à inteligência. Sempre quis aprofundar-se num assunto qualquer, pois acreditava que é de extrema importância ser especialista em algo. Ainda acredita, mas continua não sendo.
Culpa do destino, que conspira contra. Faz com que fuja de pesquisas sérias e aprofundamentos em assuntos relevantes – ou não. Busca novas coisas, mas sem se prender. Encanta-se com as pessoas, mas depois as esquece. Tenta conquistar seus objetivos e, quando consegue, desmotiva-se. Observa bastante, mas não fala nada. Fala demais, mas nada com importância. Sente inveja, raiva e medo, mas tudo em pequenas proporções.
Tenta não ser, mas é. E não sabe disso.
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