Reviro minha cabeça e as lembranças que surgem me agradam.
A primeira imagem que aparece em cena é a do seu sorriso. Aquele sorriso assim de canto, que mal mexe o lábio e não emite som algum, que dura quase um segundo e faz com que você imediatamente toque o meu cabelo e o coloque atrás da minha orelha.
Nem tivemos tantos momentos a sós, mas houveram vários momentos juntos. Lembro do quanto somos parecidos, apesar de sermos absolutamente diferentes: rimos de piadas sem graça, gargalhamos das risadas alheias e protestamos pelos mesmos ideais. Isso são fatos que todos enxergam.
Porém, eles dormiam enquanto eu provava do seu beijo. Ninguém viu quando você me deitou no seu colo e me fez carinho. Não há testemunha do seu olhar pra mim e daquele sorriso acima mencionado. Era só eu e você. E por um instante, esses momentos me faziam esquecer daquilo que eu tinha me prometido.
Levo comigo essas lembranças e sei que me contradigo em dizer que me afasto de você justamente porque você me fez bem. É insano não reviver tais situações mesmo havendo uma vontade mútua. E é unicamente pelo último motivo que ajo dessa maneira.
Devo respeitar minha ideia inicial, que foi estipulada antes mesmo deu te conhecer. É nela que devo me guiar, e assim tudo acabará do jeito que começou: sem feridos.
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