28 de agosto de 2011

Quer saber? Ainda bem que nem todos os desejos viram realidade.

Agora estou aqui na maior tranquilidade, vivendo do meu jeito e tendo minhas experiências atrasadas numa boa. Isso mesmo, atrasadas! Uma análise feita por mim desde sempre, mostra que não é de hoje que vivencio as coisas num grau de idade avançado. Seja no amor, no sexo, na morte, na amizade, na faculdade, no emprego, no lazer ou em todo o resto. Mas não acho isso ruim, acredito realmente que tudo tenha sua hora.

Eu já era do jeito que sou atualmente, só que não demonstrava tanto. As circunstâncias pediam mais o meu lado romântico, sonhador e cheio de mimimi. Mesmo havendo toda uma liberdade de expressão, eu me inibia ao expor certos pensamentos e atitudes. A diferença era que antes eu deixava transparecer esse lado mais do que qualquer outro.

Porém, eu sempre tive um lado estúpido, alcoólatra, insano e porra louca. Mas não era conveniente me comportar de tal maneira em reuniões do grupos de jovens da igreja, saídas com namorados e festas de fim de ano em família. É tipo você ter de fazer uma maquiagem impecável e vestir roupa social prum casamento chique, quando na verdade queria estar de saia jeans desfiada, blusa listrada e uma Havaiana Slim branca.

O fato é que eu não mudei meu jeito de ser. Simplesmente me propus a deixar mais em evidência outras características que se tornaram mais confortáveis. Toda aquela vontade de seguir a mais famosa regrinha social: se apaixonar loucamente, namorar, casar, ter filho e uma linda casa com uma família feliz e unida – tipo propaganda de imóveis da Ecocil – foi adiada, mas não descartada.

Existe muito daquela pressão psicológica um tanto quanto implícita, claro. Minha mãe clama por netos, minha avó se assusta com minha agilidade em trocar de namorado e alguns não se conformam com meu atual desconforto por demonstrações públicas de afetos. Não nego que é sempre bom ouvir alguém dizer que gosta de você. Mas me dei conta que não sou obrigada a sentir o mesmo ou seguir esse protocolo imediatamente. Quando esta década estiver prestes a terminar, quem sabe.

Mas também tem a possibilidade de eu estar falando um monte de besteira aleatória e daqui há 4 meses eu estar preparando meu enxoval. Nunca se sabe.

Enquanto não queimo a língua, a única coisa que me faz suspirar no momento é o desejo pelas criações e realizações profissionais, e não a necessidade de ter alguém ao meu lado. Até porque, eu já tenho várias pessoas ao meu lado. E elas me são necessárias em todos os momentos que estão presentes. É isso que preciso agora, é isso que quero imediamente.

Vou mantendo o apreço por essa espontaneidade. E veremos no que vai dar.

2 comentários:

Angel disse...

Bem você esse texto. ;)
Pra variar, arrasou!

Sylara Silvério disse...

obrigada Angeel =)