14 de maio de 2012

Só que aí é que tá: eu não gosto tanto assim de prédios. Talvez eu não goste nem um pouco.

Gosto mesmo é da sensação de infinito. Prefiro caminhar pela rua e ver a descida de uma ladeira com um fundo totalmente azul e imaginar aquilo ali como se fosse o horizonte do mar. Apesar do meu gosto inexplicável por nuvens, é sempre prazeroso ver o céu limpo. Tudo é sempre tão confuso e cheio de informação, que às vezes só aquele azulão degradê é suficiente. O simples é suficiente.

Ando acreditando nisso.

Igual como na minha imaginação, as ruas têm aquelas casas coloridas em cada lado, uma pista asfaltada bem larga e postes sincronizados. Essa imagem foi criada em minha mente há tempos, desde a época daqueles livros ilustrados que me faziam ver quando eu era criança. Gostava deles, e ainda não me conformo por não tê-los mais.

E esse crescimento urbano desenfreado que me agonia tanto? Olho para os lados e só vejo prédios, prédios e mais prédios!!! Um ao lado do outro, cada vez maiores e mais largos. O mundo está cada vez mais cheio de coisas, de pessoas, de informação. Cria-se mais barulhos que não dizem nada, muitos sons que não envolvem, melodias que não conquistam e pessoas que não sabem o que andam fazendo.

Ultimamente venho levantando junto com o Sol. Aprendi a ter um apreço pela manhã e ela me trouxe boas consequências. Algo me faz ficar de pé e sair com um sorriso no rosto, geralmente não ponho o fone de ouvido porque pelo caminho escuto o silêncio, o frio me aconchega e enxergo os tons amarelados em tudo que o Sol  faz questão de colorir. E tudo fica mais limpo, mais claro, mais calmo.

É por isso que eu vou.

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