"Posso começar? (...) Então minha filha, eu moro aqui desde 2000". Enquanto isso, eu ia pensando "ah, nem faz tanto tempo assim, mas eu ainda acho que é válido esse depoimento". Continuei a ouvir aquele senhor e ele tornou a mencionar "mas quando eu vim morar aqui há 12 anos (...)".
Imediatamente fiz uns cálculos loucos e cheio de regras matemáticas, quando finalmente me dou conta que, de 2000 pra cá, de fato, fazem 12 anos.
Ok. Mas e daí? O problema é que eu tenho a impressão que se alguma coisa, alguém, um jogo, uma roupa, um CD ou sei lá o quê, for dos anos dois mil e alguma coisa, é recente. Só que eu estou vendo que a realidade não é bem essa.
Em 2000 lançaram o PlayStation 2... tipo, quem é o PlayStation 2 no jogo do bicho, cara? Porra nenhuma perto do PlayStation 3, do Wii e adjacentes. Nesse mesmo ano, teve o maroto ataque às Torres Gêmeas, no qual você nunca esquece o dia porque ele está grudado na sua mente com a quantidade de vezes que foi passada no jornal e no escambau. E, até hoje, eu me lembro bem, geral reclama que isso aconteceu bem na hora do episódio de Dragon Ball Z, na TV Globinho. Tiveram muitas outras coisas marcantes também. A série brasileira Malhação não está inclusa nessa retrospectiva, porquê ela existe desde meados do século passado.
E aí surge outra angústia: até 1999 o milênio era outro.
11 anos antes de um século inteiro terminar, eu nasci. Às vezes eu acho que mainha e painho bem que poderiam ter se controlado um pouco e terem esperado mais pro final, para não fazer com que eu me sentisse assim tão Idade Média. Então eu vejo que não, a data está válida, pois eu pude vivenciar umas coisas bacanas.
Não me esqueço da máquina de datilografia que mainha usava para fazer as tarefas de casa dos seus alunos, enquanto deixava um cigarro aceso, no canto da boca, como se estivesse estrelando um filme sobre algum escritor famoso e falido. Também era comum de encontrar (principalmente nas casas das avós) uma máquina de costurar, que era apoiada em cima de uma mesa de madeira e tinha um pedal de ferro onde as nossas véinhas tinham uma sincronia incrível entre os pés delicados e as mãos ágeis, que juntos criavam uma roupa ou um retalho. E ainda dentro da casa da minha avó - que veio ao mundo no mesmo século que eu - havia uma vitrola velha que tocava os discos de Roberto Carlos, e na minha casa, ouvia-se muito todos os Shows da Xuxa; além de Ritche, Amado Batista, entre outros.
Não me esqueço da máquina de datilografia que mainha usava para fazer as tarefas de casa dos seus alunos, enquanto deixava um cigarro aceso, no canto da boca, como se estivesse estrelando um filme sobre algum escritor famoso e falido. Também era comum de encontrar (principalmente nas casas das avós) uma máquina de costurar, que era apoiada em cima de uma mesa de madeira e tinha um pedal de ferro onde as nossas véinhas tinham uma sincronia incrível entre os pés delicados e as mãos ágeis, que juntos criavam uma roupa ou um retalho. E ainda dentro da casa da minha avó - que veio ao mundo no mesmo século que eu - havia uma vitrola velha que tocava os discos de Roberto Carlos, e na minha casa, ouvia-se muito todos os Shows da Xuxa; além de Ritche, Amado Batista, entre outros.
Nos tempos de outrora, as brincadeiras aconteciam nas ruas: biloca, carrinho de rolimã, soltar pipa, tica-tica, esconde-esconde... Pra ligar para alguém, tinha que lidar com um tal de orelhão. Não era nada sobrenatural nem canibalista, era um telefone gigantesco que ficava nas calçadas alheias e funcionava através de fichas que tinham uns formatos legais, facilmente encontradas em qualquer mercearia de esquina. Nesses mesmos estabelecimentos, havia umas balas que eram 150% açúcar: o puxa-puxa; e o chocolate Kinder Ovo, comprado por um mísero real (que circulava como nota e tinha uma cor verde). Nas melhores vizinhanças, era possível encontrar din-din de biscoito ou de côco com toddy por dez centavos.
Esse, caro leitor, era bons tempos. Mas é aquela coisa, cem anos é uma longa jornada, a galera tava dando uma morgada com tudo aquilo, todas aquelas histórias já estavam ficando ultrapassadas e ninguém mais na escola aguentava escrever no cabeçalho o ano que começava com o número um, tipo: Natal, 15 de Abril de 1996.
O novo estava doidinho para surgir, então começou: Telecurso 2000, Furacão 2000. A educação e o funk já estavam bem avançados, ao contrário de muitos outros setores. Estudos apontam que a especulação do fim do mundo para o início daquele novo milênio, era devido às tele-escolas e os bailes funks estarem lutando juntos por um mesmo ideal. Bom, aí eu já não sei te confirmar.
A única coisa que me espanta mesmo, é que minha prima já tá daquele tamanho e ela nasceu um dia desses. Foi em 2000 e alguma coisa. Não consigo entender essa fôrma de hoje em dia, onde os jovens crescem tão rápido.
Esse, caro leitor, era bons tempos. Mas é aquela coisa, cem anos é uma longa jornada, a galera tava dando uma morgada com tudo aquilo, todas aquelas histórias já estavam ficando ultrapassadas e ninguém mais na escola aguentava escrever no cabeçalho o ano que começava com o número um, tipo: Natal, 15 de Abril de 1996.
O novo estava doidinho para surgir, então começou: Telecurso 2000, Furacão 2000. A educação e o funk já estavam bem avançados, ao contrário de muitos outros setores. Estudos apontam que a especulação do fim do mundo para o início daquele novo milênio, era devido às tele-escolas e os bailes funks estarem lutando juntos por um mesmo ideal. Bom, aí eu já não sei te confirmar.
A única coisa que me espanta mesmo, é que minha prima já tá daquele tamanho e ela nasceu um dia desses. Foi em 2000 e alguma coisa. Não consigo entender essa fôrma de hoje em dia, onde os jovens crescem tão rápido.
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