11 de agosto de 2013


Como eu não me sentia antes. Talvez até tenha sentido em outros momentos. Inclusive, eu possa ter sentido ontem a noite, antes de ir dormir. Só que eu não sei, não lembro.

Eu não lembro de nada. Da mesma maneira que não sei como dizer nada, nem sentir, nem expressar. Nem expressar. Quem não consegue se expressar? Só alguém como eu, que não lembra como sentir.


Já ouvi várias músicas, vi inúmeros filmes, a todo instante vejo fotos, leio nomes, escuto histórias. Sempre que tento repetir alguma ação sinto tudo como se fosse a primeira vez, como se as vezes anteriores não tivessem existido. E é bem isso, já que eu não lembro onde ouvi, onde li, onde cantei.

Fica tudo dentro de mim, guardado, tumultuado e entulhado.


De repente eu sinto que já senti aquilo, mas não sei explicar exatamente o que é. Sinto que já ouvi aquela canção mas não faço ideia de onde.

Sou um depósito de sentimentos aleatórios. Ao menos são sentimentos bons, que me fazem sorrir e que me animam a cada manhã. São coisinhas que perpassam pelo meu corpo e fazem com que eu me levante pela manhã e queira fazer aquilo que eu mais gosto e não sei como fazer direito. Não sei dos detalhes, do aprofundamento, de nada. Só sei que sei. Ou, pelo menos, que deveria saber.


Acredito que isso um dia vai acabar me matando. Um dia vai dá um pipoco na minha cabeça e tudo vai parar de funcionar.

O aperto no meu coração quer explicar tudo o que está acontecendo aqui, mas não consigo escutar. Só consigo escutar essa folk latino-americano que está tocando no soundclound, e que não sei como veio parar aqui. Sei que cliquei num link, em algum canto da internet. Não sei de muita coisa mais.

Com medo de achar a resposta, talvez acho melhor não revisar nada.

Só justificar esse espaço.

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