23 de julho de 2013

São muitas novas informações. É uma misturada de consoante... São letras juntas que formam um roteiro que saem novas canções. 

Continuo sem compreender tais notas, assim como também não entendo muita coisa. Muitas das quais eu normalmente entenderia. Mas, afinal, pra quê querer entender de tudo?

Não entender é melhor! Estar confuso é esclarecedor, é dominante, é instigante. Ficar num estado de incompreensão te faz enxergar tudo de uma nova perspectiva.

É como se fosse uma consulta no oftalmologista.

Você chega na sala do cara de jaleco branco e de móveis legais. Ele te manda ver umas letrinhas miuidinhas. Umas letras soltas, aleatórias. Consoantes, em sua maioria. Que, se juntar, forma um roteiro pra tocar com a banda de você sozinho.

Você vê isso, chega com os seus mesmos olhos de sempre e acaba saindo com outros olhos. Que enxergam as coisas que você não compreende e te faz entender o que não está claro.

Outras formas.
Outras calmarias.
Quase nenhum aperreio.

Agonia? Vixe, tem mais não ome. E até tem, mas quem lá se importa? Eu não. Hoje em dia, não mais. 

Surge o problema no alternador do velho carro novo que para de funcionar repentinamento e não te dá outra alternativa, senão ficar nesse alto, olhando bem lá na frente as luzes brancas que vêm e as vermelhas que vão, o amarelo do poste que ilumina os chãos e o azul escuro que serve de plano de fundo para uma pequenina tímida lua.

Ô. Isso não é ruim não, meu sinhô. Tem até gente por aqui que seguiu o roteiro das letras e formou novas músicas.

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