Não suporto mais. Me porto sempre com essa pose de durona, de escrotona e revoltada; quando, na verdade, sou uma frouxa. Não posso ser desestimulada que vou logo chorando e relembrando de todas as merdas e fracassos da minha vida inteira. É só rolar um contratempozinho qualquer, que o meu instinto dramático fica palpitando no meu juízo até eu me comportar como uma estúpida e fazer ceninha.
Isso não tem graça mais não. Perdi a paciência comigo. Impressionante como nem eu aguento mais esse lenga-lenga de sentir pena de mim mesma. E para remediar essa situação, eu acabo me tornando mais amarga e intransigente. Falo as verdades na cara e não esboço reação com coisas comuns. E acho ruim quem fala as verdades na minha cara e, principalmente, quando não se importam com o que digo. É, sou hipócrita. Pra quem desconfiava, está aqui a minha confirmação. Ah, mas você que está lendo também é, todos nós somos. E é assim que funciona a sociedade e só assim que tem graça.
Eu sei que não tem nada a ver com a conversa aqui, mas acho que Deus não deveria permitir que os pobres pudessem sonhar e querer coisas para a sua vida. Não é legal você desejar ter coisas, realizar sonhos, se não pode nem comprar a passagem de ônibus. Tá, eu sei que a passagem de Natal é uma das mais caras do Nordeste, mas não quero poluir meu blog comentando sobre a prefeita Mimi.
E hoje o texto foi assim: sem nexo, sem coerência e pequeno. Porque o orçamento está ruim até pra pensar meu filho... Digitar cansa, custa tempo e energia. Tenho mais nem condições de ser criativa. Minha mente entrou no embalo da cidade e tá de greve também. Quando me sugerirem um reajuste salarial e de carga horária de trabalho, eu volto nas istiga. Enquanto isso...
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