Quando durmo muito, sonho mais. Isso não é tão necessariamente uma lógica, porque nem sempre nos lembramos do que sonhamos. Bom, eu nem sempre me lembro do que sonho, só lembro de ter vivido momentos aparentemente reais e coerentes.
Talvez esse lance de pensar tanto em algo antes de dormir e acabar sonhando com isso, seja realmente verdade. Mas também, o fato de ter acontecido coisas durante o dia, na ultima semana ou, até mesmo, numa tarde de sábado há 15 anos; também seja importante para a construção de uma realidade sonhada.
Concordo que há sonhos loucos, sem sentido. Daqueles em que você fica caindo num buraco sem fim ou que corre, corre, corre, mas nunca consegue chegar ao lugar que você não sabe qual é. Mas acontece de ter um filmezinho bem dirigido, com uma sequência de cenas interessantes, além de temáticas super atrativas. Resumindo: muitas vezes é aquilo que você queria que acontecesse. Por isso, algumas vezes, acordo meio decepcionada por descobrir que nada era real.
Eu prefiro as realidades sonhadas. Elas são mais eficazes e objetivas. Mas estou falando das sonhadas literalmente, e não daquelas onde sonhamos acordados. Tudo bem que sonhar acordado é bom, ironicamente faz você manter os pés no chão. Só que sonhar dormindo é mais real. O cenário, o roteiro, os personagens, os temas... tudo isso tem uma construção lógica e convincente.
Quando se sonha acordado, você sabe que aquilo é falso, é invenção da sua cabeça. Já sonhar de verdade, é concreto. Você só se toca de que aquela realidade não é real, quando acorda subitamente.
Acho que é justamente por gostar desses sonhos “mentirosamente” reais, que durmo tanto assim. Hoje eu tinha responsabilidades. Mas, por algum motivo desconhecido, optei por atender ao meu desejo incontrolável de me manter dormindo até as 15h. Eu sabia que ia valer à pena, o meu sono nunca me decepciona. Posso ter perdido alguma coisa no mundo real, mas ganhei muito mais com meus sonhos.
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